Ir para conteúdo 1 Ir para menu 2 Ir para busca 3 Ir para rodapé 4
Acessibilidade 5 Alto contraste 6

SECRETARIA DE SAÚDE FALA SOBRE A FARMÁCIA BÁSICA DE ITÁ

Publicado em 13/02/2020 às 13:47 - Atualizado em 13/02/2020 às 14:53

Na segunda-feira, dia 10, após a sessão ordinária, a equipe da Secretária de Saúde, esteve na casa legislativa, para esclarecer a respeito da distribuição dos medicamentos da farmácia básica do município de Itá.

Na ocasião, os profissionais da Secretaria da Saúde destacaram que, no período de 01/08/19 até 10/02/20, foram fornecidos 104.764 comprimidos para ansiedade, depressão; 57.650 comprimidos para diabetes; 61.800 para colesterol/triglicerídeos; e 309.160 comprimidos de anti-hipertensivo e antiarrítmico.

O Sistema Único de Saúde (SUS) organiza a sua assistência farmacêutica através do Decreto Federal nº 7508, que regulamenta a Lei Orgânica nº 8080/90. Esta legislação estabelece a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), com uma seleção e padronização de medicamentos indicados para atendimento de doenças ou de agravos pelo SUS. A relação exige 127 tipos de medicações, e o município de Itá disponibiliza para a população, 188.

Assim sendo, conforme decreto, para ter direito aos medicamentos previstos na Rename, o usuário precisa ter sido atendido pelo SUS, com prescrição feita por profissional de saúde, no exercício regular de suas funções no Sistema, mesmo assim, segundo o secretário da saúde, Darci Kolakowski, conforme a disponibilidade, quem faz atendimento particular também tem acesso.

Os vereadores levantaram a queixa da população quanto a falta de medicamentos, no caso dos anti-hipertensivos e antiarrítmicos. O Secretário informou que, além da farmácia básica no posto de saúde, através da farmácia popular é possível adquirir alguns medicamentos de forma gratuita. Alertou ainda sobre a quantidade de medicamentos que foram descartados pela população. No ano de 2019, foram 162 kg, e esse montante é somente nas caixas coletoras, que ficam nas farmácias e nas unidades de saúde. Kolakowski acrescentou, que além do descarte correto, é preciso que os próprios profissionais sejam conscientes ao prescrever a medicação apropriada à cada necessidade clínica, na dose e posologias corretas, por um período de tempo adequado e ao menor custo para si e para a comunidade. Ele explica que, mesmo estando dentro do prazo de validade, é impossível fazer a reutilização dos medicamentos coletados, pois não se tem garantia do armazenamento adequado depois que saiu da farmácia.

Os vereadores sugeriram também, para que fossem pensados formas para tratamentos alternativos e preventivos com o objetivo de diminuir o uso abusivo de medicações, entendem que existem casos onde é necessário, mas que em conjunto com métodos alternativos podem ter um resultado efetivo.

Mesmo com avanços como a política dos genéricos, as pesquisas com fitoterápicos, a política da Farmácia Popular e a ampliação da relação de medicamentos oferecidos, ainda é grande a desigualdade no acesso a medicamentos por parte da população brasileira, havendo fragilidades e desafios a serem encarados pelos gestores. As fragilidades nesta área, estão relacionadas à capacitação tecnológica e produtiva.